RESENHA CRÍTICA: Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm)

A impressão é a de já ter visto esta história em diversas variantes, nunca muito convincentes

20/10/2017 13:07 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm)

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Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm)

EUA, 17. Direção de Dean Devlin. 1h49. Roteiro de Paul Guyot e Devlin. Com Gerard Butler, Jim Sturgess, Abbie Cornish, Alexandra Maria Lara, Ed Harris, Andy Garcia, Daniel Wu, Eugenio Derbez (astro do cinema mexicano em filmes Como Se Tornar um Conquistador), Amr Waked, Adepero Oduye, Richard Schiff, Mare Winningham. Cotação Dois e meio.

É provável que você se recorde mais do padrinho e orientador do diretor Devlin, como produtor, servindo a seu mestre que não aparece aqui, o famoso Roland Emmerich que foi o constante realizador de super produções de ação e monstros (entre eles, Godzilla, Independence Day, O Dia depois de Amanhã) e outros menores de muito barulho e bastante sucesso. Este aqui que seria a estreia como diretor de Devilin, contam as más línguas, sofreu uma série de remakes e reajustes, nas mãos do produtor Jerry Bruckheimer, em pelo menos duas semanas e com a ajuda de um assistente chamado Danny Cannon e o custo de 15 milhões de dólares. Também conhecido como o filme onde o astro do filme Gerard Butler (que parece estar inchado) ficou esquecendo a maior parte de seus diálogos!

A imprensa americana se divertiu muito acompanhando as diversas vezes que o filme mudou de data prevista para a estreia, originalmente da Paramount: em agosto de 14, mas a Warner o substituiu por Batman, a Origem da Justiça, depois 16 de outubro e assim por diante. O fato é que mesmo sem saber desses detalhes, a gente já entra na sala (com óculos 3D de má qualidade) com a impressão de já ter visto esta história em diversas variantes, nunca muito convincente, mas que apesar disso caso você for ainda muito jovem ou muito disponível, é capaz de suceder como se passou comigo. Já que não fazia sentido mesmo, que o elenco era abaixo da crítica, relaxei e acabei me divertindo bastante. Não que tenha muita lógica, é especialmente fácil descobrir pela escolha do elenco quem é o bandido que imaginou toda esta trama que é absolutamente delirante e absurda. Mas sem dúvida explosivo, fazendo gente explodir, correr e virar até gelo, nas praias do Rio de Janeiro, ou seja, temos a honra de servir de decoração numa praia estilizada carioca que vai explodindo ao Léo, aliás coisa que acontece em outros lugares turísticos do mundo que sai do Afeganistão, passa pela cidade desértica de Dubai, seguida pelos Emirados Árabes, Hong Kong, até Nova Orleans, tudo repleto de arranha céus, japoneses mortos por pedaços de gelo e naturalmente estrepolias dos próprios americanos.

O nome já faz pensar que se trata de um imenso satélite que esta nos céus, mas que parece que é o responsável justamente pelo chamado Geostorm, uma tempestade que vai provocando aos poucos desastres inenarráveis. O escocês Butler é o protagonista maior da ação porque esta em busca de resoluções, truques e parceiros com quem possa resolver o mistério. A figura mais simpática (ou talvez a única) é o ator britânico, Jim Sturgess que começou sua carreira como músico e por isso conseguiu o papel central do beatlemaniaco Across the Universe (07) Esteve em vários filmes (Um Dia, A Outra e várias minisséries).

Enfim, Sturgess faz o papel do irmão mais novo que está ligado ao governo americano e não se pode esquecer que a dupla fraterna tem também namoradinhas que servirão de parceiras nos momentos certos. Há também vários traidores a bordo, com caras de estrangeiros e uma suntuosa sucessão de explosões e variantes. Oh, um detalhe curioso que um fã levanta é o fato de Geo Storm, em 1990 era anteriormente o nome de um carro da Chevrolet, que eram carros vendidos pela GM! Mas nada tem a ver com o filme... Só para confundir um pouco mais vocês eheheh.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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