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RESENHA CRÍTICA: Planeta dos Macacos A Guerra (War for the Planet of the Apes)

Este terceiro e aparentemente último filme consegue o que parecia impossível, fazer o público, o espectador torcer pelos gorilas, pelos macacos

02/08/2017 16:45 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Planeta dos Macacos A Guerra (War for the Planet of the Apes)

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Planeta dos Macacos A Guerra (War for the Planet of the Apes)

EUA, 17. 2h20. Direção de Matt Reeves, Com Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Karin Konovai, Amiah Miller, Terry Notary, Ty Olsson, Toby Kebell, Judy Greer, Gabriel Chavarria.

Este é o terceiro e aparentemente último filme da trilogia de Planeta dos Macacos, que fez surpreendente sucesso de público nos EUA (118 milhões de dólares de público, somente na segunda semana) e foi uma unanimidade de crítica, o que na verdade ajudou muito a carreira do diretor Matt Reeves, o mesmo do filme anterior da série, mas que graça a este, foi contratado para não apenas realizar o novo filme de Batman para a Warner como cancelou o roteiro planejado antes com o ator Ben Affleck (para sua humilhação). Ao mesmo tempo a crítica saudava o terceiro filme como um caso raríssimo de O Retorno de Jedi, Toy Story 3, O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, contrabalançando fracassos na trilogia que teria sido o caso de Terminator 3, Homem Aranha 3 e X Men 3 (a opinião não é minha, mas da imprensa externa!).

Segundo eles, toda a série é um exemplo de paciência, até porque desde o primeiríssimo ainda com Charlton Heston, já se sabia que eram os Macacos que iriam tomar conta do Planeta . Mas se houve alguns deslizes, também com o tempo a tecnologia conseguiu realizar incríveis mascaras e roupas de Gorilas para partir para novas trilogias. E foram contando a evolução num ritmo até lento, compassado, passo a passo, que também serviu para dar tempo para a tecnologia não apenas tornando os animais mais simpáticos e humanizados mas principalmente lhe deram gestos e expressões praticamente humanas. Embora alguns humanos também fossem vilões (Gary Oldman, aqui a presença maligna do Coronel de Woody Harrelson, um ator que vem crescendo de filme a filme!). Este terceiro e aparentemente último filme consegue o que parecia impossível, fazer o público, o espectador torcer pelos gorilas, pelos macacos, que como tempo se tornaram mais humanos, vejam que ironia!

Parte desse feito se deve a figura do protagonista macaco o chamado Caesar e pela interpretação notável do ator Andy Serkis, que veio ao Brasil para falar à imprensa, e continuar sua campanha aliás muito justa de Conseguir ser reconhecido pela Academia do Oscar com um ator e não um truque. Ele fez Caesar desde O Confronto, o primeiro da trilogia, mas antes disso criou basicamente um estilo com Gollum, no Senhor dos Anéis depois em Hobbit, King Kong, Baloo, como Rei das Selvas e muito mais num currilucum inacreditavelmente versátil. Pode-se dizer sem medo que aqui ele rouba o filme, com momentos de incrível humanidade (olha a ironia).

Voltando ao trabalho do diretor algumas coisas são especiais dele, os poucos diálogos, a construção de incríveis cenas de batalha, em geral entre florestas e neve, a falta de demagogia num momento onde justamente a ser humano está vivendo um momento de barbárie e estupidez generalizada onde só mesmo um animal poderia vir lhe ensinar um pouco de sabedoria. E embora seja essa a tônica maior do filme, isso não quer dizer que também como ação e conflito e guerra, o resultado também não tenha sido poderoso e emocionante.

Um momento difícil para o espectador, por que de repente tem grandes filmes e pouco dinheiro para os ingressos. Ainda assim procure não perder Dunkirk (certo concorrente ao Oscar), o muito divertido Em Ritmo de Fuga, este surpreendente Macacos.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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