RESENHA CRÍTICA: Mark Felt: O Homem que Derrubou a Casa Branca (Mark Felt: The Man Who Broke Down the White House)

O problema é simplesmente que essa história já foi contada antes, é um segredo já melhor revelado

26/10/2017 08:57 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Mark Felt: O Homem que Derrubou a Casa Branca (Mark Felt: The Man Who Broke Down the White House)

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Mark Felt: O Homem que Derrubou a Casa Branca (Mark Felt: The Man Who Broke Down the White House)

EUA, 2017. 1h43min. Direção e roteiro de Peter Landesman baseado em Livro de Mark Felt e fatos reais. Com Liam Neeson, Diane Lane, Marton Csokas, Tony Goldwyn, Josh Lucas, Kate Walsh, Bruce Greewood, Tom Sizemore, Noah Wylie, Eddie Marsan, Brian D´Arcy James,

Foram 21 coprodutores para realizar este filme (entre eles Ridley Scott, Jay Roach, Tom Hanks) que não tem recebido boas referências da crítica americana. Em grande parte falando mal do realizador. O diretor Landesman é romancista e correspondente de guerra, procurando sempre temas desse teor. Fez como realizador o pouco conhecido JFK, A História Não Contada (Parkland, 13) sobre o assassinado do presidente, Um Homem entre Gigantes (Concussion, 15, com Will Smith, sobre problemas de saúde dos futebolistas americanos, e tem em pré-produção The LastBattle, 18), sobre ataque a castelo durante a Segunda Guerra Mundial. Como escritor os filmes não foram mais conhecidos: O Mensageiro (Kill the Messenger, 14), Trade (inédito aqui, 17, com Kevin Kline), o recente A Vida Imortal de Henrietta Lacks, 17 com Oprah Wimprey, que foi indicado ao Emmy.

Para muita gente o problema é simplesmente que essa história já foi contada antes, é um segredo já melhor revelado, ainda mais neste momento de histórias tão secretas e complexas quando as que rolam hoje no governo americano. Os mais velhos certamente se lembrarão dos fatos polêmicos do governo Richard Nixon, um presidente mentiroso e perigoso, que mandou invadir um escritório dos seus rivais no prédio do hotel e prédio do Watergate. Essa invasão não deu certo e tudo se constituiu num grande escândalo no filme Todos os Homens do Presidente (All the President´s Men, 65, com Robert Redford como Bob Woodward, e Dustin Hoffman), com Carl Bernstein (ambos do jornal de Washington que revelou tudo, o Washingston Post). Aliás o filme ganhou 4 Oscars e teve ainda 4 indicações. Principalmente pela ação da imprensa e duas figuras de jornalistas que se tornaram famosos e mesmo lendários desde então. Curiosamente neste filme que conta basicamente a mesma história, eles mal são vistos e interpretados por desconhecidos, Julian Morris como Woodoward, o outro nem se conta porque este filme foi produzido para se contar a história apenas do Mark Felt, que se irritou de ser conhecido apenas como um desconhecido que denunciou a corrupção do governo e ainda por cima levou o nome de Garganta Profunda (Deep Throat, apenas uma brincadeira, com o filme de sexo da época). Quem faz o personagem aqui é um equívoco, porque Liam Neeson (lembram-se de como estava bem em A Lista de Schindler?) aqui aparece envelhecido e ausente. Na sua busca mal justificada de se tornar o maior delator da história dos EUA! E estão certos os espectadores que não sabem bem o que fazer deles, se torce ou não por ele? Será herói ou mocinho ou anti-herói ou vilão? Ainda interessa a alguém? Na verdade, se o filme fosse melhor realizado sim. Do jeito atual, procure o original (Todos os Homens do Presidente).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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