RESENHA CRÍTICA: Um Instante de Amor (Mal de Pierres) - FESTIVAL VERILUX

Eu gostei especialmente do filme não apenas pela espetacular presença de Marion mas também pela direção, passada nos anos 1950, em locações bonitas sendo que no livro era a Sardenha

09/06/2017 17:18 Da Redação
RESENHA CRÍTICA: Um Instante de Amor (Mal de Pierres) - FESTIVAL VERILUX

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

Um Instante de Amor (Mal de Pierres)

França,16. 120 min. Direção de Nicole Garcia. Com Louis Garrel, Marion Cotillard, Alex de Brendehamel, Brigitte Rouan, Alouise Sauvage, Daniel Pare, Victoire duBois. Baseada em Livro de Milena Agus.

A demonstração clara de como o Festival de Cannes anda decadente e errando muito, é o caso deste belo e sensível drama francês que durante sua apresentação de gala no Palácio do Festival no ano passado teve uma ovação de sete minutos e não ganhou qualquer prêmio apesar da presença estrelar e belíssima de Marion Cotillard, hoje em dia a maior do seu país e uma inesperada presença sensível de Louis Garrel.Também uma direção muito competente da atriz veterana Nicole Garcia. Isso sem esquecer uma ousada cena de sexo do casal. Houve certo um erro grave. Que não foi corrigido quando foi indicado a 2 prêmios Lumières (foto e atriz), e vários Cesars (roteiro, montagem, direção, filme, figurinos, fotografia, som, atriz).

Eu gostei especialmente do filme não apenas pela espetacular presença de Marion mas também pela direção, passada nos anos 1950, em locações bonitas sendo que no livro era a Sardenha, aqui na Provence, depois La Ciotat e Lyon (em particular muito adequadamente grande parte do filme se passa num sanatório, para cuidar de doentes, nos Alpes de montanhas e Florestas, bem antigo e meio trágico). Antes de tudo é uma história de amor e o livro original se chama From the Land of the Moon (há uma citação no livro dizendo que a heroína era alguém que veio da terra da Lua!). Não canso porém em louvar o trabalho de Nicole (já veterana 46, foi estrela de 84 créditos como Meu Tio da America de Resnais, A Filha da Minha Mulher de Bertand Blier, Betty Fisher de Claude Miller etc. Como realizadora 10 filmes como Place Vendome com Deneuve e O Filho Preferido de Gerard Lanvin, Um belo Domingo com Dominique Sanda). Este é certamente seu filme mais controlado e sensível.

Marion é uma jovem do interior, muito complicada, porque comete o erro de seu apaixonar por seu professor que a despreza. A moça não aceita isso e de certa maneira passa a surtar, sofre muito a pressão da família do interior o que a leva a aceitar a proposta de casamento com um operário de bico calado. O tempo passado na verdade já começa no presente, com a família toda indo para o filho tentar passar em concurso de piano. Mas Marion larga pela esperança e só mais tarde sabemos que ela amava outro homem, um soldado oficial que está no mesmo sanatório mas está à beira da morte. No mesmo momento em que ele pode morrer.

Mais não se pode falar a não ser celebrar a resolução inesperada e romântica, que deveria tornar este filme um sucesso principalmente entre o público feminino.

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha
Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro
30 fotos grátis na 1a compra BF3