RESENHA CRÍTICA: O Mínimo para Viver (To the Bone)

Parece ser um filme bem-intencionado, ainda que nada original

05/09/2017 11:02 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: O Mínimo para Viver (To the Bone)

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O Mínimo para Viver (To the Bone)

EUA, 17.1h47. Roteiro e direção de Marti Noxon. Com Lily Collins, Keanu Reeves, Leslie Bibb, Dana Wilson, Liana Liberato,Carrie Preston, Lily Taylor.

Parece ser um filme bem-intencionado, ainda que nada original. Quantas vezes a TV americana já mostrou histórias de jovens ou adultas que tinham problemas em se alimentar, muitas vezes com consequências trágicas. Este filme da Netflix é mais indicado justamente para o público feminino e tem o charme da presença de uma estrela jovem e atual, a inglesa Lilly Collins, filha do roqueiro Phil Collins e que ultimamente estrelou a versão Disney de Cinderella e Okja, também da Netflix (e atual série de TV chamada The Last Tycoon). O tema obviamente aqui é anorexia e o filme causou certa polemica nos EUA quando tiveram medo de estar provocando maior gravidade promovendo sem querer o charme de emagrecer (e o filme achou a imprensa Americana tinha desses momentos). E não ajudou nada terem colocado como o bom medico que tenta cuidar da heroína, o bonitão mas irremediável Keanu Reeves como o médico menos convincente do cinema nos últimos anos. Lily pode ser encantadora, mas também uma figura muito frágil como Ellen, de vinte anos, cuja madrasta não consegue ajudar (o pai procura fugir do assunto). Na história também há mais clichês, o amigo dançarino de balé (feito pelo premiado com o Tony, Alex Sharp), a mãe verdadeira que mora longe (a veterana Lily Taylor). A  diretora é uma mulher que pela primeira vez está dirigindo um longa-metragem. Mas tem muita experiência como roteirista e produtora com Angel, Buffy, Grey´s Anatomy, Mad Men, Glee, UnReal. Uma pena que o resultado seja apenas medíocre, quem sabe pode ser útil para as famílias interessadas, mas não se chega a uma grande solução para resolver este problema tão grave. Foi exibido em Sundance sem maior resultado.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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