Viver é Fácil com os Olhos Fechados (Vivir es Facil con los Ojos Cerrados)
Este é um simpático Road movie espanhol, feito por David Trueba
Viver é Fácil com os Olhos Fechados (Vivir es Facil con los Ojos Cerrados)
Espanha,14. 108 min. Direção e roteiro de David Trueba. Com Javier Camara, Natalia de Molina, Jorge Sanz, Francesc Colomer, Ramon Fontesere, Ariadna Gil.
Este é um simpático Road movie espanhol, feito por David Trueba (irmão mais novo do mais famoso Fernando Trueba, que dirigiu o premiado com Oscar de filme estrangeiro, Sedução Belle Époque, 92. David foi casado com Ariadna Gil, que está neste filme como a mãe do adolescente e a filha do casal, estão separados Violeta Rodrigues faz o papel de Julia). Este filme ganhou o prêmio de melhor do ano pelos críticos espanhóis, também os Goyas de diretor e roteiro. Foi também indicado oficialmente em 2015 como representante da Espanha no Oscar.
Se bem que podia ser mais engraçado, envolvente e rápido. A ideia é boa mas a realização é previsível e pouco notável. Passa-se em 1966, quando um espanhol professor de inglês (Javier Camara, que ficou famoso por seu trabalho nos filmes de Almodóvar, Fale com Ela e Os Amantes Passageiros) apaixonado pelos Beatles fica sabendo que seu ídolo maior John Lennon está filmando na região desértica de Almeria, uma comédia de guerra chamado Como eu Venci a Guerra, 67, de Richard Lester, aliás o único que ele fez fora os primeiros com os Beatles. Não quer perder a oportunidade de encontrar Lennon , pega um carro emprestado e sai em direção ao lugar, dando carona a um adolescente problemático (em parte pelo pai violento, feito pelo hoje adulto e envelhecido Jorge Sanz) e uma cabeleireira. A viagem tem brigas, problemas com carro, hospedagem, pequenos romances, encontros com gente local, morangos , menino doente e assim por diante. Até a chegada deles na filmagem e a solução doce-amarga.
Enfim, são mais os fãs dos Beatles que irão curtir o filme, que infelizmente não consegue cumprir a expectativa.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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