RESENHA CRÍTICA: Correndo Atrás de um Pai (Father Figures)
Pode ser que seja uma espécie de recorde, mas já podemos anunciar que este é o pior filme do ano!
Correndo Atrás de um Pai (Father Figures)
EUA, 17. 1h53 min. Direção de Lawrence Sher. Roteiro de Justin Malen. Com Owen Wilson, Ed Helms, Glenn Close, Harry Shearer, Terry Bradshaw, Ving Rhames, Debra Stipe, J.K. Simmons, June Squibb, Christopher Walken. Co-produção: Ivan Reitman.
Pode ser que seja uma espécie de recorde, mas já podemos anunciar que este é o pior filme do ano! Não é à toa que ficou um ano na prateleira esperando a chance de passar nos cinemas e obviamente foi um erro insistir nele (como foi durante a época natalina, enganou uns tantos de maneira que chegou a render nos EUA 15 milhões de dólares !). A culpa é do diretor/produtor Todd Phillips, amigo de Owen Wilson e que fez sucesso faz tempo com Quem Beber Não Case e o recente Cães de Guerra e o novo Star Is Born. Foi ele que resolveu dar o projeto para o amigo estreante Lawrence Sher, até agora fotógrafo (o novo “Godzilla”, nos Se Beber Não Case, de um a III.). E ai está o problema, o sujeito não tem noção de dramaturgia, de humor, de ritmo narrativo, e fez um filme longo, aborrecido e irritante e sem qualquer graça. O desperdício do elenco é outro fator trágico!
Mesmo a história sempre dá a impressão de que já vimos e ouvimos antes. Dois irmãos (o inexpressivo Helm e o esforçado Owen) que não se veem faz tempo, vão ao casamento de sua veterana mãe (pobre Glenn Close) onde descobrem que nem ela sabe direito quem é o pai deles, já que foi concebido numa época louca e descontraída! Os dois apesar de já quarentões e solteiros saem viajando pelo país procurando confirmar se algum dos suspeitos poderia ser essa figura do pai. E passam por situações especialmente patéticas, onde mesmo vários atores de qualidade são desperdiçados (Walken, Simmons).
Acreditem: é uma das comédias mais sem graça que eu já vi. Mas que tenta melhorar no finalzinho quando Glenn reaparece no que seria uma surpresa. Mas por que ficar surpreso quando tradicionalmente nos EUA nestes primeiros meses sempre há uma grande quantidade de filmes ruins e encalhados?
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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