NA NETFLIX: A Caminho da Fé (Come Sunday)

Este projeto é ambicioso e diferente do que vemos normalmente no gênero

29/05/2018 01:16 Por Rubens Ewald Filho
NA NETFLIX: A Caminho da Fé (Come Sunday)

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A Caminho da Fé (Come Sunday)

2018. 1h46. Direção de Joshua Marston. Com Chiwetel Ejiofor, Allie MCulloch, Danny Glover, Martin Sheen, Jason Segel, Gerard Catus.

Esta é uma das prometidas produções originais da Netflix para este ano, que já participou do Festival de Sundance com todo seu prestígio. Apesar de ser uma historia real sobre um fato real, um pregador evangélico chamado Carlton Pearson, não é uma história de sucesso e repercussão fácil. Na verdade, é um caso discutível e que pode ser rejeitado pelos espectadores normais do gênero. Pronto, estão avisados. E não vai adiantar apenas o ator Chiwetel ser de primeira linha, o conteúdo é que provoca discussões apesar do que seriam as boas intenções do pregador.

A diferença já começa com o pregador tentando convencer uma mulher que encontrou num vôo de aviação. Mas ele não é vigarista, mas muito pelo contrário, ele luta por suas convicções. Que podem não agradar a todos. Carlton Pearson (Ejiofor), respeitável bispo membro da Igreja de Cristo que na década de 1990, pregou para uma congregação de mais de 6 mil pessoas, e atingiu milhões através de transmissões pela TV. Um enorme risco porque ele foi treinado por um televangelista famoso Oral Roberts (Martin Sheen) de quem certamente herdaria o cargo e sucesso. Mas arrisca perder tudo quando começa a pregar que o Inferno não é real e que cristãos e não Cristãos podem ser todos salvos. Por causa disso, passou a perder os fiéis e foi chamado de herege. Na verdade ele teria sido influenciado ao ver na TV crianças africanas morrendo de fome e passando a não aceitar que um Deus tão amoroso possa aceitar tanto sofrimento no mundo.

Só esse resumo já mostra como este projeto é ambicioso e diferente do que vemos normalmente no gênero (o diretor Joshua Marston fez filmes sérios como Maria Cheia de Graça, Perdão de Sangue, A Desconhecida embora entre os produtores tenha também o nome do discutível Marc Forster, que tem errado muito!). Sem dúvida, é altamente polêmico e francamente não é um tema que eu domine muito. Fica a sensação de que o filme tenta alcançar todos os aspectos do conflito e acaba não convencendo, deixando o preço da situação em cima dos atores, em problemas como o jovem gay com HIV (interpretado por outro grande ator negro, Lakeith Stanfield) rejeitado por suas opções pessoais. O fato é que apesar de tanto esforço o filme não teve a reação que esperavam, nem o impacto merecido. A maior parte das pessoas o acham sincero, mas isso não foi o bastante. Os interessados que tomem sua posição. Na verdade, abordar esse tema polêmico já é bastante ousado.

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