RESENHA CRÍTICA: O Mau Exemplo de Cameron Post (The Miseducation of Cameron Post)

A história é totalmente mal contada, porque nem se vê direito os fatos reais

01/05/2019 01:19 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: O Mau Exemplo de Cameron Post (The Miseducation of Cameron Post)

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O Mau Exemplo de Cameron Post (The Miseducation of Cameron Post)

EUA, 2018. 91 min. Direção de Desiree Alchaain. Com Chloe Grace Moretz, Steven Hauck, Quinn Shephard, Kerry Butler, Dalton Harrod, McCabe Slye, Sasha Lane, Jennifer Ehle.

A diretora novaiorquina Chloe e amiga de Desiree também atriz e diretora (fora este filme que passou em Sundance, ela fez apenas o curta Nose Job, The Slope, o primeiro longa The Appropriate Behavior, este mau exemplo). Houve um forte esforço para promover o filme com possibilidades para Oscar e tornar mais famosa a loirinha sem graça e neutra, Chloe, que em 1993, trabalhava numa banda mas depois foi pressionada pela família (mal se fala ou a vemos, sendo que a adolescente é forçada a se esconder numa escola que exige que vá se educar!). Na verdade, a história é totalmente mal contada, porque nem se vê direito os fatos reais, quando a Chloe é flagrada transando com o melhor amigo em pleno baile de formatura (isso não é apresentado nem aprofundado!). Forçada então a ficar no centro, religioso, conhece outras colegas, também com problemas semelhantes, forçadas a fazer tratamento. O filme é decepcionante (a atriz central Chloe, já veterana, continua inexpressiva e neutra, não provoca qualquer emoção nem mesmo quando começa a beijar as meninas colegas). Chloe é de Atlanta George, 1997, e nunca chegou a convencer em outros filmes tendo 67 créditos (quase todos neutros, já que faz uma figura neutra !!). A melhor figura é sua professora na escola liderada pela charmosa Jennifer Ehle. Mas já houve outros filmes com mesma história e melhor resultado.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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