RESENHA CRITICA: A HORA DO MAL (2025)
Um suspense irregular que cresce com a chegada de Amy Madigan. E que prova como uma grande atuacao pode transformar um filme
A Hora do Mal chega com atmosfera carregada e a promessa de um suspense psicológico mais denso. Não aposta em sustos fáceis, mas em uma inquietação crescente. Desde o início, a narrativa sugere que algo está fora do lugar. E essa sensação acompanha o espectador por boa parte do filme.
A direção de Zach Cregger trabalha com sugestão em vez de explicação. Sombras, silêncios e enquadramentos constroem o clima. Há um cuidado evidente na criação da tensão. Nem sempre o ritmo sustenta essa proposta. Mas quando acerta, o efeito é eficiente.
A primeira parte prepara terreno com certa lentidão. Personagens são apresentados de forma contida. Tudo parece caminhar para algo mais impactante. E é justamente aí que o filme encontra seu ponto de virada.
Amy Madigan surge apenas depois da metade. E muda completamente o tom da narrativa. Sua presença impõe outra energia ao filme. A atriz domina cada cena em que aparece. Não por acaso, foi reconhecida com o Oscar. Mesmo com pouco tempo em tela, constrói uma personagem marcante. Há força, ambiguidade e uma intensidade rara. É o tipo de atuação que redefine o conjunto.
O restante do elenco cumpre sua função. Mas acaba ofuscado pela entrada tardia da atriz.
Nota: 3,6/5
Sobre o Colunista:
Edinho Pasquale
Editr-Executivo do site DVDMagazine
relacionados
últimas matérias