RESENHA CRÍTICA: Pets: A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets)
Animação que tenta manter o padrão da Disney com gosto duvidoso... não gostei!
Pets: A Vida Secreta dos Bichos (The Secret Life of Pets)
EUA, 16. 87 min. Direção de Chris Renaud. Co-direção de Yarrow Cheney.
Para manter a tradição herdada da Disney tudo começa com um curta-metragem dos Minions (Mower Minions) de Bruno Chauffar e Glenn McCoy (em que os cinco heróis querem limpar o jardim de um grupo de velhos). Francamente não gostei, além de banal e de gosto duvidoso (satirizar velhos!) fico com a impressão de que eles vão piorando filme a filme.
Mas depois temos que observar esta nova animação da Universal e da mesma equipe. O filme é assinado por Chris Renaud que na verdade merecia ser mais famoso já que é o responsável direto por uma sucessão de boas animações e continua desconhecido na mídia. Foi o primeiro Meu Malvado Favorito, 10, seguido por curta dos Minions, depois o interessante Lorax, Em busca da Trufula Perdida, Malvado 2 e agora este filme que estourou nas bilheterias rendendo no primeiro fim de semana mais de 100 milhões de dólares, sem ser continuação! Ou seja, caiu no gosto do público (triturando o Era do Gelo V, que na verdade em retrospecto é muito fraco e abaixo da média). Ele permite que tenha um co-diretor Yarrow Cheney, mas aparecendo mais tarde noutra cartela! Ele irá dirigir agora como O Grinch Roubou o Natal.
De qualquer forma, americano é louco por pets /animais de estimação e o filme é ágil, rápido, sem grandes pretensões. Existe até um protagonista que é o narrador da história, um terrier chamado Max que vive feliz em casa com sua dona, até o dia em que ela pega um outro cachorrão daqueles sem dono na esperança que eles se deem bem. O que é difícil de acontecer, sendo que Max chama todos os bichos da vizinhança cada um de um raça (tem até falcão), cada um com suas carências e características. As confusões fazem com que eles acabem fazendo uma complicada viagem por Nova York, até nos subterrâneos quando aos poucos vão se tornando fortes e cada vez mais unidos (não tem canções à moda antiga de Disney, mas são várias de fundo, inclusive uma com forte encenação que é a Staying Alive dos Bee Gees). As figuras são curiosas e crianças vão gostar. E vamos ter que aguentar continuação sem dúvida!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias