RESENHA CRÍTICA: O Sonho de Greta (Girl Asleep)
Não passa de uma montagem escolar na classe de seu filho que você seria obrigado a assistir
O Sonho de Greta (Girl Asleep)
Austrália, 16. 77min. Direção de Rosemary Myers. Com Bethany Whitmore, Harrison Feldman, Amber MacMahon, Mathew Whittet, Imogen Archer.
Cada vez esta me parecendo mais que as firmas importadoras estão trazendo para o Brasil filmes destinados ao fracasso (até mesmo depois na TV por assinatura). Este filminho australiano é daqueles tão amadores que a gente fica com pena de falar mal de algo tão tolinho, ingênuo e descartável, disputando espaço e grana com produtos mais atrevidos. Apenas uma adaptação de pecinha teatral sobre uma garota que se muda para cidade nova e escola de estranhos, mas logo é cortejada por uma ruivinha nerd, que é vitima de bullyng (mas esse acaba não sendo o tema principal). Tudo é estilizado, satírico (naturalmente os pais são ridículos), situado em algum momento por volta dos anos 70 e não leva a lugar nenhum. A não ser um ou outro sorriso de tédio diante do que não passa de uma montagem escolar na classe de seu filho que você seria obrigado a assistir. Este aqui nem isso.
Ainda apesar de tão fraco teve prêmios locais nos festivais de Seattle, Melbourne e Adelaide!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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