RESENHA CRÍTICA: Truque de Mestre 2: O Segundo Ato (Now You See Me 2)

O filme tem humor, um elenco simpático, mágicas delirantes, quem gostou do original é bem capaz de embarcar neste

09/06/2016 00:03 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Truque de Mestre 2: O Segundo Ato (Now You See Me 2)

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Truque de Mestre 2: O Segundo Ato (Now You See Me 2)

EUA, 16. 129 min. Direção de John M.Chu. Roteiro de Ed Solomon. Com Michael Caine, Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Woody Harrelson, Morgan Freeman, Dave Franco, Daniel Rafcliffe, Lizzy Caplan, Sanaa Latham.

Talvez a maior atração deste filme de mágicos seja a presença justamente do mais famoso deles, David Copperfield (o diretor do filme anterior Louis Letterrier assina como um dos vários produtores, mas a realização aqui passou para o oriental, nascido em Palo Alto, John M.Chu, que fez o horrível G.I. Joe Retaliação, 13, filmes da série Ela Dança eu Danço, Justin Bieber ´s Believe, 13 e que já anuncia para breve, um terceiro capítulo desta saga!).

Confesso que fui procurar a crítica do filme anterior para me ajudar a lembrar dos detalhes (como mudanças do elenco, como a ausência de Isla Fisher – que ficou grávida e foi substituída pela interessante Lizzy Caplan, e sumiram com Melanie Laurent. Rendeu o primeiro filme no mercado americano 117 milhões de dólares e no externo, 324 milhões, o que explica o porquê desta continuação). É igual em concepção ao primeiro, ou seja, cheio de truques, ilusões, pó mágico, ou como dizia o musical Chicago, “um monte de razzle dazzle jogado nos olhos da platéia” só que tudo de ultima geração. Ou seja, é um filme sobre mágicos e ilusionistas, que vivem de enganar o público usam de todos os truques. Ainda por cima são Robin Hoods modernos. A mantra da história continua a mesma é “quanto mais próximo assistir o show menos você vê”.

São quatro mágicos de rua de origens diferentes. Jesse Eisenberg é bom em truques com cartas de baralho, Woody Harrelson é o mais velho, um hipnotista, Caplan é especialista em fugas (escape artist) e Dave Franco (na vida real irmão de James Franco, que traz do irmão o mesmo pretensioso sorriso) faz um jovem punguista. Não há duvida que é um elenco Classe A. 18 meses depois do primeiro filme, os chamados Horsemen estão impacientes quando os segredos deles são revelados por um inimigo mortal e eles acabam em Macao (aquela que foi portuguesa e hoje pertence a China que a utiliza como uma espécie de Las Vegas que vai crescendo loucamente). Woody Harrelson é o hipnotista Merrit, Daniel (Jesse) é um mágico de rua, a novata Lula (Lizzy) é mágica de rua e Jack (Franco) cuja habilidade maior é jogar cartas em alvos difíceis. Agora são chamados por uma sociedade secreta chamada The Eye para uma missão: conseguir um chip que iria controlar os computadores de todo o mundo. Dylan (Ruffalo) é agente do FBI e filho de mágico que se envolve em tudo.

Parece confuso? Também acho e vendo seus delírios visuais fica ainda pior e mais complicado. Mas calma porque é uma fantasia, e obviamente você espectador sabe que não é para ser levado a sério. Afinal o filme tem humor, um elenco simpático, mágicas delirantes, quem gostou do original é bem capaz de embarcar neste (eu só me pergunto: com a crise e falta de dinheiro,as salas de cinema estão mais vazias e ate as animações não estão rendendo tanto quanto se esperava. Será que vale o esforço?).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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