RESENHA CRÍTICA: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets)

Uma pena, mas não é o melhor trabalho de Besson que, por alguma razão, se perdeu numa barafunda movimentada e pretensiosa

10/08/2017 09:34 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets)

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Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets)

França, 17. 2h17. Direção de Luc Besson. Elenco: Dane DeHaan, Cara Delevigne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke, Herbie Hancock, Kris Wu, Sam Spruell, Alan Chabat, Rutger Hauer, Xavier Giannoli, Louis Leterrier, Peter Hudson, Eric Rochant, Benoit Jacquot, Mathieu Kassovitz.

Sempre tive simpatia pelo diretor francês Luc Besson que durante muito tempo frequentava o Brasil e São Paulo, dando entrevistas de seus trabalhos da época, que foram o documentário submarino Atlantis (91), sobre a fauna do Atlântico e que serviu de base para seu maior êxito no Festival de Cannes, o totalmente Cult Imensidão Azul (foi com ele que conquistou o povo europeu!) e mais tarde ainda dele me dar outra entrevista desta vez louvando sua descoberta, no caso nada mais justo, que era Natalie Portman, que aliás trabalhava com o então ator preferido dele, Jean Reno em O Profissional.

Dali em diante, Besson se tornou milionário e disposto a realizar o tipo de filme que gostava, ação policial (Nikita foi um clássico impressionante), perseguição, adaptação de quadrinhos, ocasional romance (por amor fez dois filmes para a amada Mila Jovovich, o hoje também clássico O Quinto Elemento, 97 e depois um presente religioso para ela fazendo o papel de Joanna D´Arc, 99). Isso para não mencionar os diversos filmes policiais (da série Taxi por sinal que revelou a muito jovem Marion Cotillard!), a série Busca Implacável que transformou Liam Neeson em astro de ação, e ainda Jason Statham na série Carga Explosiva, e ultimamente Lucy estourando como heroína Scarlett Johanson. Entre eles, Arthur e os Minimoys, As Múmias do Faraó, entre outros.

Enfim, ele pode se dar ao luxo de gastar milhões que acumulou mesmo quando um projeto não funciona na América como era de se esperar. Assim este aqui teria custado 177 milhões e nos EUA não passou de 33 de bilheteria. Ainda há chance de recuperar na Europa e Oriente, onde é possível que não percebam tanto das falhas do filme. A maior delas sem dúvida é a escolha do casal central, dois jovens sem carisma, que são mal atores e ainda tem pinta de modelo. A gente sempre é mais tolerante com a heroína, no caso a Cara Delavigne, uma mini Bruna Lombardi, com sobrancelhas carregadas, bem mignon, fraca como atriz e lutadora. Muito pior é o parceiro Dane DeHaan, que veio do Espetacular Homem Aranha, se perdeu em A Cura, fez papel de James Dean em Life (nada a ver). Para uma aventura dessas seria preciso um herói forte e másculo, não este moleque.

Eu gostei de ver no filme o retorno de um vilão querido de Blade Runner, Rutger Hauer, incrível, veio marcado mas ainda poderoso, fazendo um discurso. Perde-se também um tempo desprezível saudando diversos bonecos passando por ETS, o que é completamente dispensável. Depois é que vamos para uma praia cor de rosa em que modelos com cara de Uma Thurman enfrentam um ataque inimigo. Mas enquanto isso o casal já está passando por novas aventuras de vários bandidos em lugares que lembra diversos lugares de outras aventuras orientais. Naturalmente o ponto alto ou baixo mas que ao menos é curioso, é o número musical de Riahanna, disposta a arrebentar num night club onde Ethan Hawke procura ser um Bob Fosse dos pobres e ela se esforça ao máximo para mudar de roupa ou tipo ou gênero a cada cinco segundos. Será que se fosse algo mais simples e menos corrido não teriam melhor resultado...? Porque a história simplesmente é mal contada, o super-vilão fica desperdiçado em apenas alguns takes do outrora famoso Clive Owen e a vontade de ter detalhes que poderiam lembrar Star Wars, não passa disso, desejo mal realizado.

Uma pena, mas não é o melhor trabalho de Besson que, por alguma razão, se perdeu numa barafunda movimentada e pretensiosa.

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