Revisitando o Cinema da Nova Hollywood, pela Versátil

Filmes importantes dos anos 70... Esquecidos mas que devem ser revistos

08/04/2016 23:09 Por Rubens Ewald Filho
Revisitando o Cinema da Nova Hollywood, pela Versátil

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Todo mês fico ansioso esperando o que a Versátil vai trazer de novo e interessante em seus lançamentos. É ela que alimenta ainda minha saudade das locadoras e dos DVDs. Deixo para falar depois de seus pacotes mais recentes para comentar um anterior, que era um pack de filmes americanos dos anos 70, infelizmente esquecidos. São 6 filmes como de costume, mas quero comentar duas comédias:

- Esta Pequena é uma Parada: Um titulo já marcado pela época, o que para mim é parte de seu charme, no original é What´s up Doc?, ainda mais misterioso no Brasil, já que é uma frase chave do coelho Pernalonga com quem se identifica a heroína Barbra Streisand, ainda muito jovem e em um de seus melhores momentos). Esta comédia da Warner, de 72, é possivelmente a melhor da carreira do diretor Peter Bognadovich (A Última Sessão de Cinema) que era na época considerado o grande gênio do momento. Especialista em filmes antigos, ele resolveu reaproveitar uma ideia do grande diretor Howard Hawks, uma farsa girando em torno de quatro malas semelhantes (uma contém segredos de Estado, a outra uma fortuna em jóias) e todos os donos se encontrando no mesmo hotel (a la Feydeau) durante uma convenção. O jovem Ryan O´Neal no auge da fotogenia e melhor ator do que vocês lembram faz um professor pesquisador de música que pode vir a ganhar um prêmio, acompanhado por sua namorada Eunice (inesquecível participação de Madeline Kahn, então estreante). Barbra é a maluca genial que faz tudo para fisgar Ryan. A canção tema é de Cole Porter, You´re the Top, e há momentos de rolar de rir. Certamente é uma de minhas comédias preferidas.

- Procura Insaciável (Taking off, 71): Primeiro filme americano do grande diretor checo Milos Forman (Hair, Estranho no Ninho, Amadeus) fugindo para o exílio e trabalhando com um roteiro notável de John Guare, de Jean Claude Carriére, de John Klein e dele mesmo. No Brasil foi cruelmente cortado pela censura uma sequência onde famílias experimentavam maconha para saberem lidar com a droga quando os filhos a utilizarem! (e outra canção onde falam o “F...”). O importante é que esta pequena obra-prima aqui esquecida, resiste muito bem uma revisão. É uma sátira muito divertida e original, toda ilustrada por um teste para cantores de jovens meninas (dentre o grupo temos a surpresa de encontrar duas futuras estrelas Carly Simon e Kathy Bates, que assinava se então como Bobo Bates). O filme tem ainda participação da já famosa Tina Turner e o coadjuvante de Ghost Vincent Schiavelli, que faz o professor que justamente ensina a fumar. A jovem heroína Linnea Heacock (que nunca mais fez nada) é a filha de um casal, Lynn Carlin - que foi indicada ao Oscar por Faces de Cassavetes - e Buck Henry. Uma típica família careta americana que se preocupa quando a jovem desaparece de casa e acaba entrando para uma organização de pais que procuram filhas sumidas. Ou seja, um filme para ser redescoberto.

 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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