FILMES CLÁSSICOS NAS TELONAS: OS FAVORITOS - SEMANA 3

O Cinemark exibirá os filmes clássicos escolhidos pelo público, confira quais são e a opinião de Rubens Ewald Filho. Nesta semana: Grease

18/12/2014 11:05 Por Rubens Ewald Filho
FILMES CLÁSSICOS NAS TELONAS: OS FAVORITOS - SEMANA 3

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O Cinemark trará uma temporada de filmes clássicos nas telonas dos cinemas, desta vez com filmes escolhidos pelo público:

Para ver quais as salas e horários, visite o site do CINEMARK.

A cada semana traremos a resenha crítica completa de cada filme a ser exibido. Nesta semana:

 

 

 

Grease, nos Tempos da Brilhantina (Grease)

 

EUA. 78. Universal. 110 min. 1978. EUA. Paramount. Diretor: Randal Kleiser. Elenco: John Travolta, Olivia Newton-John, Stockard Channing, Eve Arden, Frankie Avalon, Joan Blondell, Eddie Byrnes, Sid Caesar, Alice Ghostley, Jeff Conaway, Lorenzo Lamas, Didi Conn, Christopher McDonald, Michael Biehn.

 

Sinopse: Nos anos 50, numa escola secundária, um casal de namorados pertence a turmas diferentes. Por isso não podem se encontrar.

 

Comentários: Adaptação para o cinema de um show musical que chegou a ter o recorde de apresentações na Broadway. Travolta vinha do sucesso de Os Embalos de Sábado a Noite, e marcou a estreia no cinema da cantora australiana Olivia Newton-John. Os dois voltariam a trabalhar juntos no fracasso de 1983, Embalos a Dois (Two of a Kind). Trás participações especiais de vários astros do passado, inclusive Frankie Valli cantando a música título. Em 1982, houve uma continuação desastrosa, Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Continuam, com a então novata Michele Pfeiffer e Maxwell Caufield, dirigida por Patrícia Birch. Este primeiro foi indicado ao Oscar® de Canção original Hopelessly Devoted to You. Detesto estragar a alegria dos outros, mas apesar deste filme ter fãs devotos que tem saudades dos tempos de Travolta e Olivia, Grease é mal dirigido, tem muito pouco a ver com o show original da Broadway e traz os adolescentes mais velhos do cinema, todos beirando a faixa dos trinta anos. Quando a fita foi realizada, o show já estava sete anos em cartaz (desde então viaja o mundo e os EUA em diversas montagens em 2002 até no Brasil!).

 

Foi produzido como veículo para a moda Travolta, ou seja, a nostalgia dos anos 50, ficou subordinada ao duvidoso talento do astro. Embora ele tenha melhorado muito nos anos 90, na época, cantava com voz esganiçada, dançava mal e lembrava mais Jerry Lewis do que um galã. O filme também não tem um roteiro digno desse nome. É uma sucessão de sketches satíricos mostrando os costumes da década sobre um enfoque moderno. O diretor Kleiser é o mesmo que realizou o telefilme com Travolta – O Rapaz Embalado em Plástico (antes disso havia sido coadjuvante na Broadway). Sua inexperiência desculpa a falta de imaginação nos números musicais, a inadequação dos atores e a falta de ritmo e vibração da história. Não há desenvolvimento de personagens ou aprofundamento do romance central. O filme é construído em sequências estanques, onde nem sempre conseguem estragar as ideias. Há um prólogo divertido ao som de Love, is a Many Splendored Thing, os letreiros de apresentação com animação, as participações nostálgicas de Joan Blondell (estrela dos anos 30 fazendo uma garçonete, a extraordinária Eve Arden, como diretora da escola dando uma aula de timing de comédia) e até do cantor Frankie Avalon que parece ter sido conservado em formol. Travolta tem uma entrada de estrela, mas parece tão confuso quanto os outros na sucessão de cenas que imitam os filmes “B” da época: concursos de dança, namoro em lanchonetes, corridas de calhambeques e romances em drive-ins. As melhores canções são satíricas, mas a coreografia deixa saudades do tempo em que os astros sabiam realmente dançar.

 

 

 

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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