FILMES CLÁSSICOS NAS TELONAS: ROCKY, UM LUTADOR
Saiba tudo sobre o clássico que o Cinemark exibe nos seus cinemas dias 28 e 29 de março e 1º de abril
Sexta temporada de Clássicos na Rede Cinemark
Os filmes desta temporada são:
- Rocky, Um Lutador - 28 e 29 de março; 1º de abril
- O Exorcista - 4, 5 e 8 de abril
- Mary Poppins - 11, 12 e 15 de abril
- Um Corpo que Cai - 18, 19 e 22 de abril
- Perfume de Mulher - 25,26 e 29 de abril
- De Volta para o Futuro 2 - 2, 3 e 6 de maio
Rocky, um Lutador (Rocky)
EUA, 1976. 119 min. Diretor: John G. Avildsen. Elenco: Sylvester Stallone, Talia Shire, Burt Young, Carl Weathers, Burgess Meredith, Thayer David, Joe Spinelli, Jodi Letizia, Frank Stallone.
Sinopse: Rocky Balboa é um boxeador desconhecido e pouco inteligente que por sorte, consegue disputar o título mundial de boxe contra o campeão Apollo Creed.
Comentários: Stallone escreveu este roteiro original quando era um ator desempregado, que vivia de pontas e até de um filme erótico não explicito e lutou para vê-lo produzido. Mas sempre estrelado por ele. Era um filme modesto produzido por Irwin Winkler (depois também diretor), Gene Kirkwood e Robert Chartoff para a United. E ninguém poderia imaginar que o resultado fosse um mega êxito de bilheteria, ganhando Oscars de montagem, diretor e filme (o mais estranho é o diretor Avildsen, que não teve uma carreira muito brilhante. Mesmo fazendo o primeiro e segundo Karate Kid, Rocky V, porque achava boxe uma coisa estúpida). Ao contrário do que as pessoas pensam, Stallone não levou um Oscar, tendo sido apenas indicado como roteiro original (perdeu para Rede de Intrigas de Paddy Chayesfsky) e principalmente ator, tendo sido a segunda pessoa a realizar este feito depois de Charles Chaplin e Orson Welles. Perdeu para Peter Finch. Também foi indicado aos Oscars de atriz para Talia Shire (irmã de Coppola), coadjuvantes (Burgess Meredith e Burt Young), som e trilha musical de Bill Conti (de grande êxito, até hoje famosa). E ainda trilha musical (Gonna Fly Now, de Conti, Ayn Robbins, Carol Connors).
Hoje envelheceu bastante a maneira de narrar a história do pobre desafortunado que tem a sorte grande e conquista admiração do público. Mas continuamos a nos identificar e torcer por Rocky e até ter certa admiração por um ator tão limitado e com tantos handicaps, que foi capaz de criar um projeto tão bem sucedido. O sucesso foi explicado na época como o filme certo para um momento certo de crise econômica, onde precisavam de uma fita otimista. Ao ver a luta entre Mohammed Ali e Chuck Wepner, Stallone teve a ideia de criar Rocky Balboa, o feio e decadente lutador de boxe de 30 anos, que trabalha como cobrador para um gangster e namora a moça feia e tímida. Este anti-herói da Filadélfia virou um símbolo do homem médio e principalmente dos esportistas. Também um pouco de demagogia norte-americanista, Declara o personagem: “Eu posso vencê-lo mas isso não me incomoda. Quero apenas chegar ao fim dos 15 assaltos, porque quando aquele gongo soar e eu ainda estiver de pé, saberei pela primeira vez em minha vida que não sou apenas outro vagabundo qualquer”.
Narrado com simplicidade, bem montado, o filme sempre funciona e tem ainda grande comunicação com o público. Continua a dar a ele esperança! Stallone não abandonou o personagem, fazendo questão de envelhecer com ele, nas continuações, Rocky II, a Revanche (79 , já dirigido por Stallone, quando aceita uma revanche com Apollo), Rocky III o Desafio Supremo (Rocky III, de Stallone, 82, onde é ajudado por Apollo, para enfrentar um desafiante Mr.. T!), Rocky IV (1985, de Stallone, onde enfrenta o russo Drago, lançamento como astro de Dolph Lundgren), Rocky V (de John Avildsen, 1990. Rocky com relutância se aposenta mas é traido por um protegido que o leva a falência. O filho verdadeiro de Stallone, Sage, faz esse papel. Ele morreria de overdose de drogas em 2012, aos 36 anos) e Rocky Balboa (Idem, 2006, de Stallone, já mais velho e aposentado, viúvo, retorna para enfrentar um campeão Mason Dixon). Hoje aos 69 anos, Stallone continua a produzir, dirigir e estrelar filmes.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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