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FILMES CLÁSSICOS NAS TELONAS: 4ª TEMPORADA - SEMANA 4

O Cinemark exibirá mais filmes clássicos consagrados por gerações, confira quais são e a opinião de Rubens Ewald Filho sobre eles. Nesta semana: Love Story

13/11/2014 10:40 Por Rubens Ewald Filho
FILMES CLÁSSICOS NAS TELONAS: 4ª TEMPORADA - SEMANA 4

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O Cinemark trará uma segunda temporada de filmes clássicos nas telonas dos cinemas. Depois do sucesso da temporada anterior, os filmes escolhidos foram:

TOURO INDOMÁVEL - dias 25, 26, e 29 de outubro

FOOTLOOSE - dias 1, 2 e 5 de novembro

BONNIE & CLYDE - dias 8, 9 e 12 de novembro

LOVE STORY - dias 15, 16 e 19 de novembro

SCARFACE - dias 22, 23 e 26 de novembro

UMA LINDA MULHER - dias 29, 30 de novembro e 3 de dezembro

Para ver quais as salas e horários, visite o site do CINEMARK.

 

A cada semana traremos a resenha crítica completa de cada filme a ser exibido. Nesta semana, temos:

 

 Love Story – Uma História de Amor (Love Story)

EUA, 1970. 100 min. Diretor: Arthur Hiller. Elenco: Ali MacGraw, Ryan O'Neal, John Marley, Ray Milland, Russell Nype, Katharine Balfour, Sydney Walker, Robert Modica, Walker Daniels, Tommy Lee Jones.

Sinopse: O estudante de Direito Oliver Barrett conhece Jennifer e logo se apaixonam. Quando decidem se casar, o pai rico de Oliver se opõe. Mesmo assim se casam mas tem problemas sérios quando ela fica doente com pouco tempo de vida.

 

Comentários: É difícil imaginar o imenso sucesso de bilheteria em sua época este roteiro original de Erich Segal (1937-2010, vitima da doença de Parkinson), que foi transformado em romance e, antes da estreia do filme, se tornou um grande best-seller. Na verdade, Erich, filho de Rabino, era professor de prestígio nas faculdades de Yale, Harvard e Princeton (grego e literatura inglesa) e escreveu o texto mais por diversão do que outra coisa, sem imaginar o resultado. Os dois rapazes principais da trama são inspirados nos antigos colegas de quarto do tempo em que era estudante em Harvard, o ator Tommy Lee Jones (que faz ponta estreando no cinema) e Al Gore (ex-vice presidente americano que perdeu a eleição depois e virou ‘verde” com o filme documentário Uma Verdade Inconveniente). Segal ganhou um Globo de Ouro como roteirista do desenho animado dos Beatles, Submarino Amarelo, e seu livro de estudos, Roma Laughter: The Comedy of Laughter, serviria depois de base para show musical da Broadway e depois filme, A Funny Thing Happened on the Way to the Forum (Um Escravo das Arábias em Roma). O livro Love Story foi o mais vendido da década de 70 nos EUA e o filme campeão de bilheteria do ano. Escreveu ainda os filmes Os Jogos (The Games, 70 com Ryan O´Neal), RPM Revoluções por Minuto (RPM, 70), Jennifer on my Mind (71), Amantes em Família (A Change of Season, 80), Homem, Mulher e Criança (83), o telefilme Somente Amor (Only Love, 98) e Love (2008, versão indiana de Love Story). Nenhum dos roteiros resultou em um bom filme!

Mas este aqui tem ainda um slogan tolo que diz “amar é nunca ter de pedir perdão” (gozado por Barbra Streisand em Esta Pequena é uma Parada). Isso é a coisa mais burra que já ouvi na vida! Essa frase porém foi votada em décimo terceiro lugar dentre as mais famosas do cinema americano pelo Ameican Film Institute. As cenas em que o ator aparece andando na neve em Nova York  tiveram que ser feitas depois de tudo concluído (e como não havia mais dinheiro as tomadas foram roubadas, sem licença da prefeitura) e tudo improvisado.

84 atores concorreram ao papel principal como Michael Douglas, James Caan, Peter Fonda, Jon Voight, Beau Bridges, Michael Sarrazin, Michael York, Jeff Bridges e Keith Carradine, todos recusaram! Mesmo levando dez por cento renda. Foi escolhido o loiro e bonitinho Ryan O`Neal (depois pai de Tatum O´Neal, menina que ganhou o Oscar® de coadjuvante com ele em Lua de Papel). Na época era famoso apenas por uma telenovela americana chamada Peyton Place e depois teve vida atribulada ao lado do grande amor de sua vida, Farrah Fawcett (1949-2007). Atualmente luta contra um câncer. O diretor do filme do filme Arthur Hiller preferia Christopher Walken, mas o produtor achava que O´Neal era um reator e não ator e isso seria bom ali! 

Já o caso de Ali MacGraw - então com 31 anos - foi mais simples porque ela era casada com o chefe de produção dos estúdios da Paramount, o ex-ator Robert Evans, para quem este já havia produzido o relativo êxito Paixão de Primavera (Goodby Columbus, 68). Então o papel foi todo preparado para ela (ainda que tivesse que ter aprendido harpsicore e Ryan a esquiar). E foi o êxito que ela precisava para virar estrela. O erro, porém foi que ela foi rodar um filme com Steve McQueen, Os Implacáveis, 72, por quem se apaixonou e por isso largou o marido e o papel que estava lhe reservado em O Grande Gatsby (Mia Farrow a substituiu). John bem a seu estilo disse que se recusava a acreditar que o público americano tivesse ido ver o filme porque Ali dizia o palavrão shit, o tempo todo. Mas porque desejam ver uma historia romântica. Claro que Ali foi eventualmente desprezada por Steve e teria sua carreira arruinada. Ainda viva, de vez em quando aparece em algum trabalho menor, mas o problema é o de sempre: não tem muito talento!

Não espere muito do filme, ainda mais com a passagem do tempo. Sua trilha musical ficou famosa, mas é igualmente pobre e decepcionante. Ainda assim, ate hoje ainda circula. O diretor Hiller conta que teve um problema sério com a trilha musical original que foi recusada e na última hora pediram uma substituta para o Francês Francis Lai (Um Homem, Uma Mulher e muitos outros filmes de Lelouch). O fato triste é que de fato que tudo é extremamente banal e corriqueiro, até no titulo (já houve outros filmes antes e depois com o mesmo nome) e dezenas de romances com a trama semelhante ou variante. Inclusive recentemente com A Culpa É das Estrelas.

É incrível porém como o filme fez sucesso em todas as classes sociais, de forma espontânea, já que na época não havia manipulação de media como hoje em dia. Curiosamente ele foi escrito para o cinema e só depois lhe deram o conselho de transformar em livro, que acabou virando sucedendo de forma rápida.

Já reclamamos da dupla central ser fraca como intérpretes (Ali parece amadora fazendo a jovem pretensiosa que fica fazendo piadinhas até quase na hora da morte). Há um outro astro esquecido hoje em dia no elenco: esta foi a primeira vez que apareceu na tela sem peruca o vencedor do Oscar Ray Milland (que faz o antipático papel do pai de O’Neal). Love Story foi  indicado aos Oscar® de Ator, Atriz, Coadjuvante (John Marley, que  faz o pai de Ali), Diretor, Roteiro e Filme. Ganhou 5 Globos de Ouro (filme, direção, atriz, roteiro, trilha musical). O diretor Hiller tem 72 créditos como realizador e ganhou premio humanitário Jean Hersholt, da Academia. Entre seus melhores filmes, Hospital (71), O Expresso de Chicago (76), Rapaz Solitário com Steve Martin (84), o primeiro filme gay americano Fazendo Amor (82), o cult Um Casamento em Alto Risco (79), Não Podes Comprar Meu Amor com Julie Andrews (64) e O Homem de La Mancha (72).

Até hoje em Harvard há uma festa tradicional onde exibem o filme e o satirizam Love Story teve uma única continuação, que não obteve grande repercussão: A História de Oliver (Oliver´s Story, 78). 91 min. Direção de John Korty. Roteiro de Erich Segal baseado em livro de sua autoria.  Com Ryan O´Neal, Candice Bergen, Ray Milland, Josef Sommer, Nicola Pagett, Charles Haid, Kenneth McMilan, Swoosie Kurtz. 18 meses  após ficar viúvo, Oliver é pressionado pelos sogros de participar também nos negócios da família. Ele encontra uma outra jovem bonita e rica (Marcie) mas ainda em lembranças da falecida Jennifer. O filme foi rodado em Cambridge e o roteiro é lamentável. A moça escolhida tem tudo (é bonita, simpática, inteligente e muito rica, apesar da própria Candice Bergen parecer constrangida com o script e não demonstrar o humor e charme de trabalhos posteriores). Retorno o astro Ray Milland e sua careca exposta como o sogro. Mas a mediocridade chega a ser constrangedora. Não merece nem ser conferido.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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